Comitê Olímpico do Brasileiro espera recorde de medalhas em Tóquio

A menos de dois meses do início dos Jogos Olímpicos de Tóquio, o COB (Comitê Olímpico do Brasil) evitou projetar um número específico de medalhas para a competição que vai de 23 de julho a 8 de agosto. O objetivo, segundo a entidade, é superar o recorde conquistado na em 2016.

Na edição brasileira dos Jogos Olímpicos, a delegação brasileira atingiu pela primeira vez a marca de 19 medalhas no total, sendo sete de ouro (outro recorde), seis de prata e seis de bronze. O presidente Paulo Wanderley alertou para os complicadores impostos pela pandemia do novo coronavírus. Tóquio 2020 deveria ter acontecido no ano passado, mas foi adiado em um ano por conta da crise sanitária.


Nesse momento, não dá para prever um número de medalhas ou as cores. Se a Olimpíada tivesse acontecido em um tempo regular, como a gente estava prevendo, em 2020, nós teríamos um parâmetro melhor”, disse Wanderley. “Seria temeroso darmos então um número preciso, mas digo que trabalho com a perspectiva de superar a edição de 2016 quer seja no número de medalhas, quer seja no número de medalhas de ouro, quer seja em número de modalidades que disputaram medalhas”.

O COB não só concordou como incentivou o adiamento de Tóquio 2020 em um ano, ainda que isso pudesse ter sinalizado adiar também o melhor momento dos atletas. Nos Jogos Pan-Americanos Lima 2019, a delegação terminou com o recorde de 55 ouros e total de 171 medalhas. Foi a primeira vez desde São Paulo 1963, que o time terminou o evento em segundo lugar no quadro geral.

Nós tivemos um Jogos Pan-Americanos, no qual superamos todas as expectativas, com um número recorde de medalhas; tivemos os campeonatos mundiais, de diversas modalidades, também com números superiores ao anterior do ciclo olímpico. O ano de 2019 foi melhor que 2015, véspera de 2016”, disse Wanderley, confiante em outro bom desempenho da delegação.