F1: Ainda sem contrato com a Mercedes, Hamilton faz três exigências para renovação

O inglês Lewis Hamilton de 36 anos inicia 2021 com uma situação única em sua carreira como piloto de Fórmula 1. Desde sua estreia no Mundial, em 2007 Hamilton, o piloto, prestes a completar 36 anos, jamais ficou sem contrato. E desde 1º de janeiro de 2021, o heptacampeão do mundo segue negociando com a Mercedes, mas sem contrato assinado, uma vez que seu último vínculo com a Mercedes venceu em dezembro de 2020.

De acordo com os jornais britânicos, Hamilton partiu para o tudo ou nada e tem três exigências para assinar um novo contrato e continuar na Fórmula 1. Duas delas envolvem grandes cifras, o que assusta a Mercedes, por sua vez, tem um trunfo na manga caso Lewis não diminua sua pedida, seria optar por George Russell.


De acordo com a publicação da revista francesa Business Book GP, Hamilton recebeu em 2020 um salário anual de € 47 milhões de euros (R$ 305 milhões), disparado o maior de todo o grid. Lewis quer uma quantia razoavelmente menor na comparação com o que recebeu no ano passado, mas os € 40 milhões anuais (R$ 259,5 milhões) são vistos ainda como um valor bastante alto mesmo para os padrões da Mercedes.

Segundo o jornal britânico The Times, Hamilton tem um fortuna avaliada em cerca de 300 milhões de dólares (1,5 bilhão de reais).

A redução de € 7 milhões no salário, quando comparado a 2020, seria compensada de outra forma. Hamilton também quer 10% do prêmio em dinheiro a ser recebido pela Mercedes em caso de conquista do Mundial de Construtores em 2021. Levando em conta que a escuderia recebeu cerca de € 140 milhões (R$ 908 milhões) de premiação pelo hepta no ano passado, Lewis poderia receber ainda cerca de € 14 milhões (ou R$ 90,8 milhões) de bônus.

A terceira exigência de Hamilton, seria quanto a função do piloto como embaixador do grupo, sendo uma bandeira da marca no projeto voltado para sustentabilidade, (carros elétricos).

Dono da carreira mais laureada da Fórmula 1 com 95 vitórias, 98 poles, 53 voltas mais rápidas, 165 pódios e os sete títulos mundiais, o piloto não é apenas sinônimo de um atleta extremamente bem-sucedido. O britânico tornou-se uma figura que transcende as pistas como ícone na defesa dos direitos humanos e da biodiversidade e no combate ao racismo e todo tipo de preconceito.

Por outro lado, a Mercedes tem em mente a necessidade de reduzir custos. A questão aí não diz respeito especificamente ao teto orçamentário de US$ 145 milhões (R$ 768 milhões) que a Fórmula 1 vai impor às dez equipes a partir deste ano, uma vez que os salários dos pilotos não fazem parte desta conta. Mas a pandemia fez com que as escuderias do grid sofressem com a perda de receita. Só a Mercedes recebeu US$ 32 milhões (R$ 169,5 milhões) a menos na comparação com o ano passado.

Ainda que o nome de Hamilton esteja na lista provisória de inscritos para a temporada 2021 da Fórmula 1 como piloto da Mercedes, paira um grande mistério sobre seu futuro na Mercedes.